O que é Dependência Emocional?

O que é ter Dependência Emocional? Como se reconhecer e quais os sintomas?
Dependência Emocional

Como indivíduos sociais e afetivos, necessitamos de atenção, amor, carinho, convívio, segurança e pertencimento, e isso é o esperado de qualquer ser humano. Contudo, devido a estrutura familiar, criação e traumas, podemos desenvolver um sentimento de menos-valia, um medo da solidão, desamparo, uma dependência emocional e afetiva, uma aflição ao termos que enfrentar a vida sozinhos, de sermos abandonados, de não sermos amados, entre outros.

Principais Comportamentos da Dependência Emocional:

– Afastamento de amizades, familiares e outros em detrimento de uma pessoa específica
– Necessidade de sempre estar acompanhado
– Ansiedade de Separação
– Comportamentos de desesperança
– Comportamento esquivo
– Ilusão de permanência
– Excesso de elogios e declarações amorosos
– Necessidade de manifestações de afeto
– Crenças inverossímeis
– Aceita tudo para não ser “abandonado”

Qual a sua história?

O comportamento de dependência não é algo necessariamente constituinte do ser humano, ou seja, nem sempre é parte da personalidade, ela pode ser adquirida. A dependência é comum em histórias de vida nas quais, durante a infância, houve um lar disfuncional com uso de drogas e alcoolismo, abandono afetivo, morte, divórcio e abuso físico, sexual ou psicológico.

Relacionamento abusivo consigo mesmo

O dependente, ao adentrar uma relação, vem com demandas e expectativas altas, que necessitam ser supridas a todo custo. Para que isso ocorra, ele se anula em prol da convivência, facilmente se afastando dos amigos, da família e de pessoas que, até então, eram muito próximas. Além disso, em contradição ao afastamento de pessoas importantes, ele se agarra, de forma que não há nada mais importante.

Comportamentos ansiosos como medo de ficar sozinho, sentimento de impotência e incapacidade, choro recorrente, frustração e pensamentos obsessivos vêm a cabeça do dependente, dificultando que este perceba o quanto fecha os olhos para si ao enaltecer o outro em detrimento de sua própria vida.

Além disso, existe uma constante necessidade de validação, em outras palavras, o dependente é incapaz de tomar decisões por conta própria e quando, com demasiado esforço, decide algo, questiona aos outros para reforçar sua decisão. Não obstante, evitam o confronto, o conflito, o desentendimento, porque temem o abandono, portanto são ótimos em concordar e péssimos em bater o pé por seus ideais.

Há, então, uma Ilusão de Permanência. Esta é a tentativa de barganha, ou seja, a crença de que “se eu amar, se eu fizer tudo pela pessoa, se eu me entregar por completo, ela nunca se afastará”. Justamente este pensamento que é um dos desequilibradores da relação, porque esta se torna pesada para o lado não dependente, possivelmente impulsionando um distanciamento.

Crenças Inverossímeis

É comum que o dependente emocional tenha pensamentos e crenças insustentáveis sobre o alvo de sua dependência, o colocando responsável por demandas afetivas e criando, dentro de si, padrões de pensamento voltados à menos-valia, desvalorização e com pedidos difíceis de suprir.

O dependente emocional vê no outro uma necessidade que, quando suprida gera alívio. Em outras palavras, quem depende é muito ansioso, não lida bem com a falta e pode se posicionar tanto de forma submissa na relação, quanto de forma agressiva.

Para os submissos este comportamento aparecerá como um vitimismo, um alarde frente ao nada, um medo do abandono e solidão que, tão profundo e tão raso, ao mesmo tempo, rapidamente afunda o indivíduo, mas tão rapidamente também o pesca, voltando à superfície, quando se sente minimamente bem-quisto.

Os agressivos terão as mesmas respostas, contudo, haverá antes um movimento ainda mais ansioso que lhes fará criar teorias em suas mentes que, para eles, corroboram o por que não são amados e desejados, agindo então com raiva, energicamente culpando o outro, num ato coercivo, aos rompantes.

Dependência Emocional é um vício

A dependência, seja química, alcoólica ou afetiva, possui formas e comportamentos muito semelhantes. Quando um alcoólatra está em abstinência ele apresenta uma série de comportamentos nocivos, repetitivos, obsessivos e irracionais, tudo para conseguir o álcool. Não é diferente com a dependência química, apesar de apresentar estes sintomas em um grau muito mais elevado, e nem com a dependência afetiva.

Depois de instalada, esta tende a se repetir para as diferentes relações. Quando o dependente ama ou perde alguém ele se alia em dependência aos próximos dentro do núcleo da relação ou afunda solitariamente em depressão.

Esta forma de enfrentamento da vida se torna um padrão quando não questionado, assim apenas se ignora a angústia e a ansiedade de separação, correndo atrás do breve alívio de encontrar alguém que possa o confortar.

Quando perdemos esse alvo de conforto, enaltecimento e valorização, a falta desta pessoa, o buraco que ela deixa, e que estava lá bem antes, deve ser ocupado por outro. Instala-se assim um ciclo de satisfação e angústia, ora se tem, ora se desespera para ter.

Dependo, mas do quê?

O caminho inicial para a resolução deste padrão é perceber qual a lacuna que se busca suprir dentro de si por intermédio da relação. Ou seja, “o que esta relação me oferece de tão valioso que não posso abrir mão?”

Conforme a história de vida de cada pessoa, a via justificável do sentimento pode variar. Alguns necessitam claramente do afeto que a relação oferece, do calor de um abraço, um beijo; outros se consideram vulneráveis demais, necessitam de proteção e buscam isso, mesmo que seja necessário perder sua liberdade. É comum também apenas ter medo da causalidade, do dia a dia, da rotina, de enfrentar as dificuldades sozinhos, ou ainda, alguns necessitam do sexo e, quando acham alguém que os agrade, têm a dificuldade de se afastar.

Por fim, este é, também, um imaturo emocional, porque não consegue lidar com a sua própria incompletude. O tratamento mais adequado para a dependência emocional é a Psicoterapia, da abordagem teórica que o paciente se sinta mais confortável.

Referências:

Comunicação Não-Violenta – Marshall B. Rosenberg
Mulheres que Amam Demais – Robin Wright
Amar ou Depender? – Walter Riso

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