Disfuncao Eretil

Disfunção Erétil: Causas e Tratamentos

A Disfunção Erétil é uma doença de causas mistas, tanto biológicas quanto psicológicas, que impacta fortemente a saúde física e mental masculina.
Tempo de Leitura: 20 minutos

IMPORTANTE: Os artigos apresentados não pretendem identificar, diagnosticar ou sugerir tratamentos ou medicações para qualquer doença. Os conteúdos foram desenvolvidos apenas com fins educativos e informativos. Sempre procure um profissional habilitado para realizar uma avaliação adequada. Não se automedique.

A Disfunção Erétil é, basicamente, uma dificuldade de iniciar ou manter a ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. As causas são mistas, podendo variar desde doenças cardíacas, respiratórias, neurológicas, hormonais e uso de substâncias, contudo, na grande maioria dos pacientes, as causas são puramente psicológicas. Isso acontece porque é a disfunção pode ser sintoma de questões psicológicas, como temor de desempenho, inseguranças com o próprio corpo e parceira(o), depressão, tamanho do pênis e estresse, as quais podem aparecer em qualquer idade adulta.

É importante também diferenciar o que é de fato Disfunção Erétil da Falha Ocasional. Um homem pode ter dificuldade circunstancial de iniciar ou manter a ereção, mas esse pode ser apenas um acontecimento isolado. A Disfunção Erétil tem causa e tratamento, além de ser persistente. Portanto, ter uma ou outra situação de disfunção não configura a doença.

Antigamente se utilizava o termo Impotência Sexual Masculina. Essa denominação não deve mais ser utilizada porque ela leva ao engano ao dizer que a falta de ereção seria uma questão de potência, o que simplesmente não faz sentido. O termo Disfunção Erétil é muito mais adequado porque não culpa o paciente, não possui carga emocional e é mais explicativo.

Atualmente, a doença afeta cerca de 50 milhões de homens nos Estados Unidos, além disso, estima-se que a Disfunção Erétil parcial ou completa esteja presente em 50% dos homens entre 40 e 70 anos, estatística que pode aumentar com o envelhecimento, mas não é inevitável.

Entre 1987 e 1989, o Massachusetts Male Aging Study entrevistou 1709 homens na faixa de 40 a 70 anos, chegando a conclusão que a prevalência de disfunção erétil era de 52%. Estima-se que, em 1995, mais de 152 milhões de homens no mundo possuiam a doença. A estimativa é que, em 2025, a prevalência chegue a 322 milhões.

A Disfunção Erétil tem tratamento e, na maioria dos casos, cura. Contudo ela precisa ser tratada com seriedade, com acompanhamento do psicólogo, psiquiatra e urologista.

Caso esteja procurando informações sobre Distúrbios da Ejaculação, clique aqui para ler um artigo complementar.

Como saber se tenho disfunção erétil

A avaliação inicial deve ser realizada com um médico urologista para que este possa definir se há de fato uma disfunção erétil, por meio de exames e escalas, como a Escala de Rigidez Peniana (ERE), disponível abaixo:

Escala de Rigidez Peniana - Disfunção Erétil

É importante ressaltar que a Disfunção Erétil é a ausência parcial ou total de ereção independente do estímulo, em quantidade ou intensidade, devendo ser persistente.

Índice Internacional de Função Erétil (IIFE-5)

Esse índice é uma forma de classificação e pontuação da Disfunção Erétil, normalmente utilizada em uma entrevista inicial por um psicólogo, sexológo ou urologista. Sua aplicação deve ser feita com calma, sem contar o tempo, pensando-se nos últimos seis meses. Ao avaliar as alternativas, considere a pontuação ao lado da opção:

SOBRE OS ÚLTIMOS SEIS MESES
1. Como classifica seu grau de confiança em conseguir uma ereção?Muito baixo1
Baixo2
Moderado3
Elevado4
Muito elevado5
2. Quando teve ereções com estimulação sexual, com que frequência esta ereção foi suficiente para penetração?Não teve relação sexual0
Quase nunca ou nunca1
Poucas vezes (menos da metade das vezes)2
Algumas vezes (cerca da metade das vezes)3
Muitas vezes (muito mais que a metade das vezes)4
Quase sempre ou sempre5
3. Durante as relações sexuais, quantas vezes conseguiu manter ereção após a penetração?Não teve relação sexual0
Quase nunca ou nunca1
Poucas vezes (menos da metade das vezes)2
Algumas vezes (cerca da metade das vezes)3
Muitas vezes (muito mais que a metade das vezes)4
Quase sempre ou sempre5
4. Durante as relações sexuais, foi difícil manter a ereção até o final da atividade sexual?Não teve relação sexual0
Extremamente difícil1
Muito difícil2
Levemente fácil3
Fácil4
5. Quando teve relações sexuais, quantas vezes teve satisfação?Não teve relação sexual0
Quase nunca ou nunca1
Poucas vezes (menos da metade das vezes)2
Algumas vezes (cerca da metade das vezes)3
Muitas vezes (muito mais que a metade das vezes)4
Quase sempre ou sempre5

A pontuação no IIFE-5 varia de 1 a 25 pontos. Caso a pontuação final seja igual a 21 pontos ou menos, indica-se Disfunção Erétil. A escala é dividida em 5 resultados:

  • Sem disfunção: 22 a 25 pontos
  • Leve: 17 a 21 pontos
  • Leve a moderada: 12 a 16 pontos
  • Moderada: 8 a 11 pontos
  • Grave: 1 a 7 pontos

Classificações da Disfunção Erétil

Podemos classificar a doença em quatro aspectos, sendo eles Cronológico, Fenomenológico, Intensidade e Etiologia (causa).

  • Cronológico
    • Primária
    • Secundária
  • Fenomenologia
    • Geral
    • Situacional
  • Intensidade
    • Mínima
    • Moderada
    • Grave
  • Etiologia
    • Com causa orgânica e psicológica
    • Somente causa psicológica

Cronologia

Disfunção Erétil Primária

É o tipo mais raro, é um diagnóstico para o homem que nunca conseguiu ter ou manter uma ereção, normalmente desenvolvida e mantida por questões anatômicas, fisiológicas e psicológicas.

Disfunção Erétil Secundária

Inicia-se em algum momento de vida do homem, sendo antes possível iniciar e manter a ereção para a relação sexual. Como se inicia durante a vida, costuma estar relacionada à questões ambientais e psicológicas, como crenças limitantes, desesperança, depressão, ansiedade, excesso de trabalho, estresse, problemas nos relacionamentos e com o próprio corpo, mas também pode ter causas orgânicas associadas.

Nem sempre há ausência de ereção completa, essa pode ser parcial e ocasional. Por exemplo, o paciente consegue se masturbar normalmente e acorda pela manhã com ereção, mas na hora do sexo tem dificuldade de iniciar ou manter a rigidez. Esse é o exemplo claro de uma causa psicológica.

Fenomenologia

Geral

O paciente não amanhece com ereção, não consegue se masturbar, não se excita com qualquer conteúdo ou consegue manter relação sexual com penetração.

Situacional

A disfunção erétil é localizada. O paciente consegue exercer sua sexualidade em algumas situações, mas tem dificuldade específica em outras. Por exemplo, consegue se masturbar, acorda com ereção, mas não consegue manter ereção quando está transando com outra pessoa.

Intensidade

Mínima

A capacidade de iniciar ou manter a ereção está um pouco diminuida. Ainda é possível ter ereção e penetração, embora seja menos satisfatório.

Moderada

A ereção ocorre com menos frequência, sendo que a satisfação é ainda menor e mais rara.

Grave

O paciente não consegue iniciar nem manter a ereção e penetração.

Etiologia

A disfunção erétil sempre tem ao menos uma causa psicológica, podendo ser acompanhada também de causas orgânicas ou não. O problema, contudo, é que os pacientes com a doença normalmente vem ao consultório muito ansiosos e preocupados, querendo uma pílula mágica para solucionar o problema. Entretanto, a primeira via de tratamento é uma boa entrevista com um profissional, para levantar se há causas orgânicas ou não.

Com causas orgânicas e psicológicasSomente causas psicológicas
Idade do pacienteMais de 45 anosMenos de 45 anos
DiabetesSim?
Hiper/HipotireoidismoSim?
Patologia geniturináriaSim?
Uso de drogasSim?
Ereção matinal e/ou noturnaAusente ou fracaFirme e durável
Ereção durante a masturbaçãoAusente ou fracaFirme e durável
Início/evoluçãoProgressivoBrusco

Com causas orgânicas e psicológicas

Hábitos de vida específicos, durante todas as etapas de vida, podem influenciar a saúde sexual masculina:

  • Sedentarismo, Obesidade, Tabagismo, Alcoolismo
  • Doenças físicas
  • Lesão medular
  • Problemas na Próstata
  • Diabetes
  • Acidente Vascular Cerebral, Esclerose e outras doenças neurológicas
  • Doenças vasculares
  • Doenças neurológicas
  • Medicamentos para pressão arterial
  • Alguns antidepressivos, ansiolíticos e estabilizadores de humor
  • Excesso de exercício físico, principalmente ciclismo (por gerar pressão no períneo e prejudicar a próstata)

Alcoolismo, Tabagismo e Diabetes, em especial, pode ser responsáveis por um entupimento das artérias do pênis, condição agravada ainda mais com o envelhecimento. Estima-se que a Disfunção Erétil esteja presente em 35% a 75% dos diabéticos. Isso acontece porque há possibilidade de Neuropatias (lesões nos nervos), que podem dificultar a resposta simpática e parasimpática que leva à ereção, além das questões vasculares. A Nicotina do cigarro também pode comprometer a ereção, porque cria placas de arteriosclerose, diminuindo o sangue que consegue chegar ao pênis.

Outra causa é o Priapismo, uma doença que gera uma ereção contínua, dolorosa e que não diminui, mantendo-se por horas. Ela pode acontecer devido à uso de cocaína e outras drogas, causando danos às artérias do pênis e disfunção erétil que pode ser duradoura. Também é importante ressaltar o perigo do uso de medicações para Disfunção Erétil sem indicação médica, ou seja, automedicação. Esses remédios, apesar de abertamente difundidos, não são indicados a todos os pacientes e, pior, estão se tornando de uso comum em pacientes jovens com causas puramente psicológicas ou ainda que a usam para se “prevenir” de uma possível falha, correndo um risco desnecessário.

Também são possíveis causas Neurológicas, como AVC (acidente vascular cerebral), convulsões, esclerose múltipla, lesão na medula e outras. Algumas cirurgias na região pélvica também podem causar a disfunção.

Somente causas psicológicas

A Disfunção Erétil atinge a saúde mental masculina porque a grande maioria ignora seus sentimentos. A própria sociedade ensina ao homem que ele deve agir de forma forte o tempo todo, que “homem não chora”, e tantas outras besteiras que, em verdade, apenas dificultam o tratamento. Isso porque ao não questionar essas concepções, o homem entra pouco em contato com si mesmo, com o que sente, o que pensa e como age. Chegam então ao consultório, muitas vezes, perdido e nervoso, com a sensação de desespero de “já ter tentado de tudo”.

Aprofundando a Psicologia

Investigando a história de vida do paciente, percebemos alguns fatos que podem desencadear a disfunção erétil na vida adulta:

Ansiedade de Desempenho

Pessoas mais fechadas, com alguma dificuldade para manter relações próximas, fazer amigos, conversar com alguém que sintam atração física, e outras questões podem ser obstáculos para uma vida sexual satisfatória. Isso se deve ao fato de que pessoas mais reclusas podem ter menos relações sexuais, contudo o mesmo ou ainda mais desejo sexual, criando assim crenças limitantes que dificultam a aproximação e a normalização do desejo e ato sexual.

Não suficiente, hoje em dia é comum não haver educação sexual suficiente para que adolescentes e adultos conheçam seus corpos, saibam seus limites e tenham uma relação mais saudável com o próprio desejo. Essa lacuna costuma ser preenchida por muitos achismos e percepções errôneos que complicam ainda mais.

Relação entre Depressão e Disfunção Erétil

Transtornos de Humor, como a Depressão e a Ansiedade, são desregulações de neurotransmissores cerebrais, como a Serotonina, Dopamina, Noradrenalina e outros. Quando uma pessoa apresenta sintomas depressivos é comum um crescente desinteresse em atividades que antes eram muito desejadas, desde lazer até o sexual. Portanto, o paciente depressivo apresenta uma baixa libido, a qual pode diminuir a resposta corporal frente estímulos sexuais e dificultar a ereção ou a manutenção da ereção.

Traumas de Infância

Infelizmente não é incomum que crianças e pré-adolescentes sejam expostas visualmente à atos sexuais, seja na internet, na televisão ou em casa. Isso pode trazer diversos danos e desenvolver traumas porque a criança não entende o ato sexual, podendo compreender como uma violência, fantasiando ou compreendendo a situação de forma errada, com medo de que o papai mate a mamãe ou algo parecido, tendo de lidar com sentimentos de abandono, medo e desespero, os quais ela não está preparada.

Dessa forma, na vida adulta, o trauma da cena volta como uma aversão à violência do ato sexual, prejudicando o desejo sexual, a conexão afetiva e dificultando a ereção, que pode ser compreendida com um possibilidade de assumir o lugar e papel do homem violento que outrora visualizou quando criança.

Pornografia

Aliada à falta de educação sexual, cria-se um campo fértil para o imaginário que pode ser ocupado pela pornografia. Porque, diferente de uma relação sexual, a pornografia enquadra uma performance e corporalidade irreais. A pornografia cria estereótipos de tamanhos de pênis, formatos de vagina, cores, sabores, posições, habilidades e tantas outras nuances dentro do ato sexual que são inatingíveis em uma relação sexual verdadeira e sem cortes ou edições. Você não precisa ser um ator pornô para ter uma relação sexual satisfatória para si e seu(sua) parceiro(a), inclusive, é melhor manter-se bem longe desses ideais.

Desta forma, a dependência de conteúdo pornográfico tende a criar um comportamento e via de satisfação sexual muito rápida. Basta assistir alguns vídeos pornográficos e se masturbar, tudo se resolve rápido, o alívio de tensão vem e está tudo acabado. Isso não acontece em uma relação sexual entre duas pessoas, já que ambas têm desejos, demandas, expectativas a serem supridas. Desta forma, considerando as diferenças entre o comportamento de masturbação e o comportamento da relação sexual, pode haver um aumento significativo de ansiedade, dificultando a ereção.

Falocentrismo

A falta de Educação Sexual adequada cria uma percepção enviesada e centralizada na penetração. Sexo é muito mais do que penetração e começa muito antes dela. O ato sexual começa muitas horas antes, durante um dia legal, sem preocupações, sem estresses, com a possibilidade de relaxar e se preparar, estar afim, estar à vontade para a transa que pode vir a ocorrer. Além disso, mesmo quando há disfunção erétil, deve-se entender que existem outras formas de transar, relaxar e criar intimidade, como o Sexo Oral.

Além disso, muitos homens resumem suas personalidades às suas capacidades sexuais. Se reduzir dessa forma, além de demonstrar pouca autopercepção corporal e mental, também é uma visão rasa do masculino, restringindo-o para suas capacidades reprodutivas. Essa é uma percepção comum entre pacientes com DE, eles se julgam inúteis, fracos, incapazes, não aceitam o que lhes ocorre, ao invés de prestar mais atenção aos sinais que seus próprios corpos escancaram, talvez um alerta de que devam ser mais atenciosos aos seus próprios sentimentos.

Sentimento com parceira(o)

Em relacionamentos duradouros e estáveis é comum que haja um sentimento afetivo forte entre os parceiros e que haja também medo de um possível término, abandono ou “ficar sozinho”. Sentimentos como esses podem influenciar na manutenção da ereção porque estão ligados à traços de personalidade mais voltados à depressão, insegurança e medo da mudança. Desta forma, deparar-se com conflitos na relação influencia o afetivo, podendo dificultar a ereção.

Por vezes a disfunção pode se manifestar devido à questões específicas do casal, podendo ser uma resposta física e psicológica à uma questão do parceiro(a). Casais que enfrentam doenças como Vaginismo, Dispareunia (dor durante a relação sexual), Depressão e outros podem desenvolver um bloqueio da via sexual, ou mesmo ter uma perda de libido persistente.

Questões de Rotina

Para que a ereção seja possível, é necessário uma saúde corporal adequada, ou seja, manter uma rotina de exercícios, boa alimentação e um ciclo circadiano regulado.

Trabalhadores noturnos, como seguranças, são apenas um exemplo de público que pode ter maior incidência de transtornos de humor e desregulação hormonal. Portanto, é importante à todos os homens manter uma rotina de sono de qualidade. Em outras palavras, seguir a recomendação de horas de sono ideais para cada idade, evitar uso de telas de celular, tv e computador logo antes de dormir, evitar momentos estressantes em geral para não prejudicar o sono.

Você pode ler mais sobre Insônia e Higiene do Sono clicando aqui.

Outros costumes, como o excesso de trabalho, o estresse e brigas constantes podem influenciar muito na saúde do homem, favorecendo respostas físicas indesejadas.

Alimentação

Alguns alimentos são precursores na produção natural de testosterona, tão importante na saúde masculina, alguns deles são as oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas), óleo de oliva extra virgem, gengibre, brócolis, espinafre, frutos do mar e outros. Também é indicado evitar a ingestão excessiva de álcool, gorduras, lipídeos e carboidratos.

Sempre procure um profissional da Nutrição ou Medicina para solicitar uma bateria de exames laboratoriais completas e elaborar uma dieta adequada.

Tratamentos

Como uma doença complexa que pode evoluir, existem muitos tratamentos para recuperar a ereção, seguindo uma ordem de atuação:

Psicoterapia

Quando o paciente possui Disfunção Erétil Primária (pessoa que sempre teve dificuldade de iniciar ou manter ereção) ou é uma pessoa com idade avançada, pode ser inevitável o uso de alguma medicação. Por outro lado, pacientes jovens ou com Disfunção Erétil Secundária (que se inicia na vida adulta e costuma ser circunstancial), não costumam necessitar de medicação. Em ambos os casos, por motivos diferentes, é indicada uma Psicoterapia, de preferência a Terapia Cognitivo-Comportamental.

Para pacientes mais idosos, é importante reconstruir a compreensão de corporalidade, de sensibilidade e também lidar com as limitações que a idade impõe. Para pacientes jovens, é muito comum que haja nível elevado de Ansiedade, a qual também pode ser tratada no consultório psicológico.

A disfunção erétil pode ter se desenvolvido por um complexo de crenças disfuncionais, autoimagem distorcida, depressão, ansiedade e outros transtornos. Não suficiente, se as causas psicológicas não foram prévias, podem se tornar marcantes após um período sem tratamento adequado, se tornando um problema crônico.

Por meio da Psicoterapia é possível estabelecer uma via de trocas honestas sobre masculinidade, história de vida, traumas, relacionamentos e sentimentos, assuntos estes que os homens em geral estão pouco acostumados a lidar, falar ou compartilhar, até mesmo com família, amigos ou parceiras(os).

Aplicação de Fármacos e Uso de Comprimidos Orais

As medicações devem ser receitadas somente por um médico urologista, o paciente não deve exceder as doses indicadas sob nenhuma hipótese e também não deve se automedicar. As medicações mais utilizadas são o Citrato de Sildenafila, a Lodenafila, a Tadalafila e o Cloridrato de Vardenafila. É importante uma avaliação completa com um cardiologista, já que as medicações podem influenciar no funcionamento cardíaco.

Também é possível a utilização de Bomba de Vácuo, que segura o sangue dentro do pênis, mantendo-o ereto por 30 minutos, mais ou menos, contudo demanda treinamento e paciência porque deve ser feito antes da relação sexual pelo próprio paciente.

Outro tratamento possível é a utilização de injeções nos corpos cavernosos (lateral do pênis), cerca de 30 minutos antes da relação sexual, de forma a possibilitar uma ereção temporária.

Últimos casos

Quando não há causas psicológicas, como casos de envelhecimento, doenças cardíacas, neurológicas ou acidentes, e outros tratamentos não surtiram efeito, é possível a implantação cirúrgica de uma prótese peniana. Contudo, o implante parte da remoção completa dos corpos cavernosos do pênis, desta forma a ereção é possível somente com o implante.

As próteses implantadas podem ser rígidas (menos utilizadas devido à estética e socialização) e semirrígidas (dobráveis). Também podem ser utilizadas Bombas de Ar, que substituem os corpos cavernosos, deixando um botão de acionamento dentro do saco escrotal, é um tratamento que costuma trazer menos prejuízos à sensibilidade e intimidade do casal.

Referências:

  1. Disfunção Erétil – MSD Manuals
  2. Tratamento Clínico das Inadequações Sexuais – Ricardo Cavalcanti e MabelCavalcanti
  3. New Insights into Hypertension-Associated Erectile Dysfunction – United States National Library of Medicine
  4. Everything You Need to Know About Erectile Dysfunction – Healthline
  5. What is Erectile Dysfunction? – Urology Care
  6. Erectile Dysfunction – NHS
  7. Erectile Dysfunction – John Hopkins Medicine
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